Domingo, 27 de Novembro de 2011

MEMÓRIAS, MÚSICA E SANTA CASA! (não necessariamente por esta ordem)

Quase sempre a Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira esteve presente na minha vida.

Sempre existiu música na minha vida.

Ambas me trazem imensas memórias!

A Misericórdia de SJM levou aos Paços da Cultura um espetáculo comemorativo dos 90 anos da instituição e, ao mesmo tempo, para angariar fundos para a obra de ampliação da Unidade de Cuidados Paliativos Continuados.

No “menu” de “degustação musical” foi-nos servido de entrada uma espetacular dose de “DRAGÕES”, que há décadas delicia o povo cá da urbe. Como prato principal um manjar de “COMPANHIA DA MÚSICA”. Para sobremesa uma delícia de “MUSICAL STARS” (desculpem meus queridos se falhei no nome).

“Gastronomia” local de elevadíssima qualidade, portanto!

Mas… o que tem isto a ver com o título do texto desta semana???

TUDO!

Este espetáculo trouxe-me memórias, recordações, pensamentos, sentimentos tantos e tão variados que foi das melhores surpresas que tive nos últimos tempos.

 

1 – Tinha 5 anos quando a minha mãe foi trabalhar para a Santa Casa da Misericórdia de SJM, já lá vão 30 anos. Cresci a frequentar aquela casa.

No início cabia dentro de uma das panelas que a minha mãe lavava na cozinha do lar. Nessa altura a irmã Rita agarrava em mim e na minha irmã e íamos para o jardim apanhar grilos. Ficava fascinado com a velocidade com que o Senhor Tomás tomava um galão a ferver imenso e como se entretinha a aproveitar todas as migalhinhas que caíam do seu bolo de arroz. Mais tarde, na adolescência, com 13, 14 anos, eu e o Ricardo trabalhávamos lá nas férias de Verão.

No meu primeiro dia mandaram-me ir buscar o óleo fino e o óleo grosso para se afinar uma porta de um dos quartos. Quando cheguei aquilo que trazia era mata moscas em spray; a pressa de fazer as coisas era tanta que nem li o que dizia no rótulo da embalagem.

Íamos buscar água para os utentes beberem, semanalmente, a uma fonte em Cesar e vinho a Nogueira do Cravo de quinze em quinze dias.

Lanchávamos um sumo de pêssego (cuja marca já não me lembro e que creio já não existir) e comíamos um “molete” com um triangulo de queijo da vaca que ri.

No final de Almoço eu e o “compincha” tínhamos sempre um bocadinho para irmos tomar conta dos bebés para o infantário.

Fui eu que instalei alguns dos televisores do Centro de Acolhimento de Menores e que toquei viola na inauguração da Casa de Repouso.

Com o Sr. Fernando aprendi a encher pneus de cadeiras de rodas, a falar com o saudoso “tiroliro”, a visitar a “Mila” e a gostar de “Armstrong” (banda que vim a perceber tratar-se de Rolling Stones).

O espetáculo era para esta instituição e enquanto a música fluía todos estes pensamentos me atropelavam a mente.

 

 

Depois a música, em si.

 

2 – Quando era criança queria duas coisas (confesso que vou ser altamente gozado pelos meus amigos por causa desta confissão):

Fazer parte do coro infantil e ser padre, ehehehehehehehe! Isto é que iam ser umas missas…

Não fiz parte do coro infantil mas mais tarde a minha querida Isabel Ferraz criou um Coro Juvenil, em 1993 e desse já fiz parte, com algumas pessoas que são do rol de amigos que mantenho até hoje e por quem tenho um carinho imenso.

Assim, os mais velhos do coro infantil transitavam para o juvenil que com algumas aquisições novas ajudaram a dar continuidade ao projecto iniciado pela Isabel na década de 80!

Ao ver em palco o grupo coral que terminou o espetáculo com a Companhia da Música olhava para o Pedro e não conseguia parar de sorrir!

Quantas sessões e tardadas na garagem do Ferraz, no ULIC (hoje já ninguém se lembra) e aquela famosa Festa de Natal, com o Sr. Padre Aguiar, escrita, produzida, apresentada e realizada por nós onde ele brilhou com o Zé do Pipo e nós, com o Anibal, o Zé, etc… a dançarmos as Doce!

Ainda tenho o VHS disso e rio-me imenso sempre que revejo essa festa.

Por isso saí de lá, dos Paços da Cultura, tão leve, tão bem disposto, tão feliz.

  

Parabéns Santa Casa!

Parabéns aos intervenientes.

Obrigado a todos!

 

Pedro Neves

Crónica Publicada no Jornal “O Labor”


publicado por companhiadamusica às 11:16
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